{"id":9783,"date":"2020-10-26T16:12:18","date_gmt":"2020-10-26T19:12:18","guid":{"rendered":"https:\/\/drasimoneelias.com.br\/?p=9783"},"modified":"2020-10-26T16:12:18","modified_gmt":"2020-10-26T19:12:18","slug":"mamas-densas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/drasimoneelias.com.br\/?p=9783","title":{"rendered":"Mulheres com mamas densas podem ter dificuldade no diagn\u00f3stico precoce de c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais comum entre as <a href=\"https:\/\/drasimoneelias.com.br\/saude-da-mulher\/\">mulheres<\/a> no Brasil e no Mundo. H\u00e1 evid\u00eancias de que a forma mais eficaz de reduzir a mortalidade causada pela doen\u00e7a \u00e9 com a realiza\u00e7\u00e3o do rastreamento mamogr\u00e1fico. No entanto, algumas caracter\u00edsticas, como mamas densas, podem dificultar o diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de mama se realizada apenas a mamografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com um <a href=\"https:\/\/www.onconews.com.br\/site\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=5155:rastreamento-em-sobreviventes-com-mamas-densas&amp;catid=130&amp;utm_source=newsletter_453&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=boletim-n%C2%BA-165\">artigo<\/a> de <em>Habib Rahbar, Jamie Lee e Cristoph Lee<\/em>, publicado na edi\u00e7\u00e3o de julho do <em>Journal Of Clinical Oncology<\/em>, o desempenho da mamografia em pacientes com mamas densas pode levar a exames inconclusivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso ocorre devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio aparelho em rela\u00e7\u00e3o ao tecido fibroglandular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo sugere que essa mesma dificuldade de diagn\u00f3stico com a mamografia acomete mulheres com antecedente de c\u00e2ncer de mama, devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es provocadas pelo tratamento realizado, como cirurgias e radioterapia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/drasimoneelias.com.br\/#a-doutora\">mastologista Simone Elias<\/a>, p\u00f3s-doutora em Radiologia Cl\u00ednica e orientadora do Programa de P\u00f3s \u2013Gradua\u00e7\u00e3o em Ginecologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, fez uma an\u00e1lise deste estudo e conta alguns detalhes de como esse rastreamento deve ser feito para diagn\u00f3stico precoce da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Novas t\u00e9cnicas para rastreio do c\u00e2ncer de mama<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 de que 276.480 novos casos de c\u00e2ncer de mama sejam registrados e 42.170 pessoas morram desta doen\u00e7a s\u00f3 no ano de 2020.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Felizmente, as evid\u00eancias em in\u00fameros ensaios cl\u00ednicos comprovam que o rastreio, independente de hist\u00f3rico pessoal ou familiar de c\u00e2ncer de mama, \u00e9 essencial para a detec\u00e7\u00e3o precoce da doen\u00e7a, colaborando para a redu\u00e7\u00e3o da taxa de mortalidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio que a mamografia seja realizada com uma frequ\u00eancia anual a partir dos 40 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O artigo publicado no <em>Journal Of Clinical Oncology<\/em> descreve que a mamografia \u00e9 menos sens\u00edvel em pacientes com mamas densas, assim como tem precis\u00e3o menor em sobreviventes de c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mamografia 3D \u00e9 a que tem sido mais usada para melhorar a precis\u00e3o da mamografia entre todas as mulheres, especialmente naquelas com mamas densas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra t\u00e9cnica considerada pelo estudo publicado \u00e9 a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica com contraste, incluindo a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica abreviada (tamb\u00e9m chamada de fast RM).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa modalidade pode ser usada de forma suplementar para aumentar as chances de identifica\u00e7\u00e3o precoce do c\u00e2ncer em pacientes com mamas densas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>O que s\u00e3o mamas densas?<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mama densa \u00e9 uma caracter\u00edstica da mama que apresenta maior propor\u00e7\u00e3o de tecido fibroglandular nos seios do que em rela\u00e7\u00e3o ao tecido gorduroso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A caracter\u00edstica de mamas densas \u00e9 um fator de risco para o c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mulher que apresenta a mama densa, ou seja, com grande propor\u00e7\u00e3o de tecido fibroglandular, tem quatro vezes mais chances de desenvolver a doen\u00e7a que uma mulher que tem mamas lipossubstitu\u00eddas \u2013 predomin\u00e2ncia de gordura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mama densa \u00e9 diagnosticada atrav\u00e9s da mamografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de a paciente com mamas densas apresentar um fator de risco independente para o c\u00e2ncer de mama, \u00e9 comum ter dificuldade no momento do diagn\u00f3stico e um bom resultado de exame na mamografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda que todas as etapas em prol da qualidade do exame sejam respeitadas (posicionamento, equipamento e relat\u00f3rio de equipe especializada), o tecido fibroglandular impacta diretamente na precis\u00e3o do raio-X, devido a uma limita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio m\u00e9todo (mamografia).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Portanto, deve-se considerar outras formas de rastreio para um estudo complementar desta paciente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Rastreamento diferenciado para casos de mamas densas <\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O rastreamento multimodal como \u00e9 denominado, j\u00e1 \u00e9 realidade em alguns determinados grupos de mulheres que precisam maior cuidado devido a seu risco aumentado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mulheres de alto risco j\u00e1 associam mamografia e resson\u00e2ncia. Nos casos de mulheres com hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama ou mamas densas, \u00e9 sugerido fazer a mamografia e a ultrassonografia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, uma s\u00e9rie de quest\u00f5es dificulta a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica cl\u00ednica desse rastreamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 a qualidade dos exames que muitas vezes n\u00e3o \u00e9 satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso faz desencadear outros problemas como resultados falso-positivos e um alto custo para os pacientes decorrente de in\u00fameros exames, bi\u00f3psias, excesso de diagn\u00f3sticos e <a href=\"https:\/\/drasimoneelias.com.br\/quimioterapia\/\">tratamentos<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As evid\u00eancias da pesquisa publicada no <em>Journal Of Clinical Oncology<\/em> defendem a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica como primeira ferramenta complementar no rastreamento de mulheres de alto risco &#8211; como as que t\u00eam mamas densas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo coloca tamb\u00e9m a ultrassonografia como alternativa, embora esta \u00faltima apresente uma menor taxa de detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Mamografia \u00e9 essencial para mulheres com mais de 40 anos<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o rastreio mamogr\u00e1fico deve ser feito a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos, idade em que o c\u00e2ncer de mama \u00e9 predominante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, entidades m\u00e9dicas como Sociedade Brasileira de Mastologia, Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ginecologia e Obstetr\u00edcia e Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia sugerem mamografia anual a partir dos 40 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer gen\u00e9tico ou familiar \u00e9 minoria nos casos (cerca de 10%). No entanto, esse grupo de mulheres deve ser orientado a realizar um rastreamento personalizado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso inclui as mulheres que tenham hist\u00f3rico familiar como de c\u00e2ncer de mama ou ov\u00e1rio, hist\u00f3rico da doen\u00e7a na fam\u00edlia quando jovens (antes dos 45 anos) e principalmente quando acomete parentes de 1<sup>o<\/sup>. Grau.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais comum entre as mulheres no Brasil e no Mundo. H\u00e1 evid\u00eancias de que a forma mais eficaz de reduzir a mortalidade causada pela doen\u00e7a \u00e9 com a realiza\u00e7\u00e3o do rastreamento mamogr\u00e1fico. 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